Autor: Rosival Muniz de Albuquerque (rkmalbuquerque@uol.com.br)
Casa da Pizza Indigesta, festa, Casa da sogra, casa de Noca, ôca, Casa do Povo, câmara indigesta, Produz raiva e dor, revolta e choro
Ó Casa do Povo! De novo chora o povo, Com o cheiro de ovo podre vindo do bolo, Da pizza de calabreza, safadeza! Chora o povo brasileiro, infeliz.
Ó Casa da Esperança! D’onde emana Os mais profundos anseios da nação, Por justiça, liberdade, igualdade. Acalma sem acordos, do povo, o coração.
Ó Casa da Nação! Canta nova canção, De paz e harmonia, alegria e coesão. Chega de pizza! Cadeia aos corruptos! Ao presidente, se o caso, impedimento.
Ó Casa do Povo! Se és, da nação, o espelho Espelha em teu âmago a grandeza, nobreza, Ecoa o brado retumbante, o grito heróico, De um povo que clama, reclama: Justiça!
Cuidado! Se transformas esta casa Em Casa de Pizza Indigesta, festa, Serás defenestrada, escurraçada Pelo povo, que não gosta desta festa.
Uma cantiga de roda, quando criança, Eu e meus amigos cantávamos sem parar, Nesses dias confusos, me vem à lembrança. Diz o seguinte, convido todos para cantar:
Eu fui ao tororó beber água e não achei, A água estava ruim, não era mineral, Achei um amigo, que no tororó encontrei, Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto. Paga minhas contas, que serei leal.
Eu quis viajar de avião, mas dinheiro eu não tinha, Queria na primeira classe, as outras me apertam, Achei um grande amigo, no saguão do aeroporto, Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto, Paga minhas contas, que viajarei feliz.
Minha filha quis ser deputada, ir morar na capital Mas não tinha dinheiro prá pagar a eleição, Então achei um amigo, amigo do coração, Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto, Paga minhas contas, que irás pro Sebrae.
É bom, é bom demais, ter um amigo do peito, Que pague todas as contas... Tão com inveja? Não quero nem saber, d’onde vem o dinheiro, Eu quero é ser feliz... me deixem em paz.